O Carnaval não movimenta apenas trios elétricos e blocos de rua — ele também aquece o caixa do comércio. Segundo levantamento divulgado pelo portal Ecommerce Brasil, com base em dados da Getnet, o varejo brasileiro registrou crescimento de 3,7% no período carnavalesco.
O número confirma uma tendência que já vinha sendo percebida nos últimos anos: a folia virou também motor econômico estratégico para o setor de pagamentos e vendas.
Consumo em ritmo acelerado
O aumento nas transações foi observado principalmente em segmentos como alimentação, bebidas, vestuário e itens ligados ao lazer. Em períodos de grandes eventos, o consumidor tende a gastar mais com experiências, deslocamentos e produtos sazonais.
O crescimento percentual pode parecer moderado à primeira vista, mas em escala nacional representa um volume expressivo de movimentação financeira — especialmente quando concentrado em poucos dias.
Economia que gira dentro e fora da avenida
Durante o Carnaval, o impacto econômico vai além dos desfiles e blocos. Ambulantes, bares, restaurantes, hotéis e o comércio de rua experimentam picos de demanda. O uso intensificado de meios eletrônicos de pagamento também demonstra a consolidação da digitalização no varejo brasileiro.
Os dados da Getnet mostram como o comportamento de consumo acompanha o calendário cultural do país. Eventos de grande porte, como o Carnaval, deixaram de ser apenas manifestações culturais para se tornarem catalisadores econômicos relevantes.
O Carnaval como indicador de mercado
Para o setor varejista, o período carnavalesco funciona como termômetro do consumo no primeiro trimestre do ano. Crescimento nas vendas nesse momento sinaliza aquecimento da economia e confiança do consumidor.
A leitura é clara: quando o Brasil vai para a rua celebrar, o comércio sente o reflexo positivo. A festa pulsa na avenida — e também no mercado.