A Liga dos Blocos Tradicionais de Brasília— composta por 08 Blocos: Pacotão, Galinho de Brasília, Mamãe Taguá, Asé Dúdú, Menino de Ceilândia, Bloco dos Raparigueiros, Baratona e Baratinha— não conseguiram avançar nas negociações com o GDF, nas últimas semanas, para garantir os dois tradicionais dias de desfiles, de cada um dos blocos, no carnaval deste ano.

Apesar de todos os esforços realizados, na tarde desta sexta-feira (14/02), foi anunciado, com pesar, pela diretoria da liga o cancelamento oficial de um dia dos desfiles. Desta forma, cada um dos blocos realizará apenas um dia de desfile, conforme projeto admitido pelo Fundo de Apoio à Cultura (FAC). Ficaram de fora ainda o pré-carnaval e os projetos apresentados por Asé Dúdú e Mamãe Taguá.

É importante ressaltar que desde meados de agosto de 2019 os blocos têm se mobilizado junto à Câmara Legislativa, Secretaria de Cultura, Casa Civil, dentre outros órgãos do governo, para tentar garantir os desfiles de carnaval deste ano. Uma emenda parlamentar foi destinada para assegurar a festa, mas a SECULT negou-se a garantir-lhe a execução.

Galinho de Brasília pode não desfilar novamente

Faltando menos de uma semana para o início oficial do carnaval de Brasília, a falta de definição do local de desfile do Galinho de Brasília ameaça tirar o bloco novamente das ruas do Distrito Federal. Os membros da diretoria do grupo estão bastante apreensivos com a situação e cobram providências dos órgãos responsáveis para que o impasse seja resolvido o mais rápido possível.

Para o presidente do Galinho, Romildo de Carvalho Junior, é importante que seja assegurado, a um dos blocos mais populares do carnaval brasiliense, o seu desfile, cumprindo o seu tradicional percurso.
“Temos encontrado muita dificuldade em manter viva nossa tradição, trabalhamos há 28 anos para levar alegria e diversão para todos, mas este entrave nos faz questionar se vale a pena continuarmos nestas condições”, disse Romildo, que complementa afirmando que o Galinho de Brasília não se limita a fazer um evento carnavalesco, mas muito mais que isto, desenvolve um trabalho de salvaguarda do FREVO, Patrimônio Imaterial Cultural da Humanidade e deve ser respeitado como tal.

Mais informações: Paulo Henrique (Presidente da Liga dos Blocos Tradicionais de Brasília)
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